Projeto Bournemouth – primeira menção pública

esses dias o roteirista Alex Mir fez um post no Facebook que serviu como primeira menção pública de um projeto de Quadrinhos pro qual ele e o Jorge Gonçalves me convidaram, citando outros envolvidos. é algo muito legal, que adrei fazer, e que vai sair até [ou em] Dezembro – e não se chama “Projeto Bournemouth” não, eu que inventei de dar essa nomenclatura – de uma forma talvez pedante, eu sei – baseada na forma como o Warren Ellis cita cada produção dele em andamento mas cujo título não pode ainda ser revelado. e aqui um pequeno trecho do roteiro:

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TRAÇO LIVRE: estou no documentário do diretor Jun Sakuma

ficou pronto o documentário TRAÇO LIVRE – O QUADRINHO INDEPENDENTE NO BRASIL, do diretor Jun Sakuma pela sua produtora Bravo Cine. com narração do ator e roteirista Felipe Folgosi, captou entrevistas ao longo de 2017 pra fazer um retrato / recorte das Histórias em Quadrinhos no Brasil neste momento.

ele está disponível em plataformas digitais como vídeo sob demanda: iTunes (venda por R$ 14,90 e aluguel por R$ 3,90 a partir do dia 07/junho), Google Play (venda por R$ 14,90 e aluguel por R$ 3,90) e NOW (aluguel por R$ 3,90).

as pessoas entrevistadas: editores como Daniel Lopes, (Pipoca e Nanquim), Douglas Utescher (da loja / editora UgraPress), Guilherme Kroll (Balão Editorial), Klebs Junior (Instituto HQ), Raphael Fernandes (Draco), Rogério de Campos (Veneta) e Sidney Gusman (MSP). Brão, Caio Majado, Camila Torrano, Dalton Cara, Davi Calil, Eduardo Ferigato, Gidalti Jr, Julia Bax, Luciano Salles, Magenta King, Magno e Marcelo Costa, Marcatti, Petreca (desenhista), Rafael Coutinho, Wagner Willian (roteirista), Wata, Roberto Sadovski (jornalista), Alexandre Jubran (ilustrador), Gustavo Piqueira (designer gráfico), Lilian Mitsunaga (letrista), Matheus Lopes (colorista), Octavio da Costa (proprietário da loja Gibiteria), Felipe Cagno (roteirista), Omar Viñole (desenhista e arte-finalista) e eu.

houve um painel sobre o documentário na CCXP de 2017 em que alguns trechos foram exibidos – eu devia estar na minha mesa no Artists’ Alley e não pude comparecer, só consigo imaginar minha cara no telão do auditório falando alguma groselha. ainda não assisti mas estou curioso. gostei de participar principalmente por ser sobre o que está acontecendo agora, e não para relembrar algo do passado que não existe mais; por mais que eventualmente tudo um dia envelheça.

Trailer:

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Virando a chave de um motor velho

Uma e trinta e cinco da manhã. quase um ano sem escrever e postar algo de verdade aqui. por meses essa minha home page digital ficou servindo apenas de repositório de fotos repostadas do celular. eu poderia ter deixado de pagar o serviço de hosting e perder esse blog pra sempre. mas mudei o pagamento pra trimestral, pra ao menos não me preocupar todo mês com mais um boleto, as cartas-ultimato que regem nossa existência como cidadãos-consumidores.

mas deve ser em parte um certo saco cheio de redes sociais, a combinação de suas limitações de conteúdo auto-impostas em busca de mais renda à custa dos usuários misturado à câmara de eco criada pelos algoritmos que só mostram o que queremos ver. bolhas dentro de bolhas como matrioscas fractais de opiniões com as quais sempre concordamos porque vemos um espelho refletido em outro. isso pode ser muito cansativo pra mente de qualquer um; lembro de uma amiga uma vez citando, sobre grupos de discussão, que podiam ser visualizados como uma grande boca cheia de dentes mastigando o ar sem parar, triturando e engolindo tudo em volta. pessoas discutindo tudo e qualquer coisa a ponto de tirar o sentido delas, restando só a casca da mensagem.

apesar de ameaçar várias vezes acho que não devo sair das redes, elas têm sua utilidade – social principalmente. mas como é bom estalar os dedos, religar essa máquina e voltar pro seu próprio canto… pelo menos por hoje.

tacos

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